Rezar a Jesus Cristo


Encontre Paz ao Rezar a Jesus Cristo

Monastero
  • Disposições psicológicas e ambientais para rezar bem.
  • Pense em uma união.
  • Oração de cura.
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Disposições psicológicas e ambientais para rezar bem

Para rezar bem, você precisa libertar o coração das preocupações e das ansiedades acumuladas durante o dia. Também é necessário afastar a mente dos pensamentos que o atormentam, sejam eles do passado ou do futuro.

Se possível, encontre um lugar calmo, longe do barulho que agita os sentidos e distrai a mente da meditação. Uma vez encontrado, acostume-se a rezar sempre no mesmo horário, às vezes corrigindo os maus hábitos de uma vontade enfraquecida.

Agora comece a rezar e a meditar sobre o sacrifício de Jesus. No íntimo do seu coração você encontrará a chama que aquece a sua alma. Eleve sua súplica pelas suas fragilidades e pelas dos outros. Abra o seu coração ao amor de Deus. Louve-o com salmos. Agradeça por todas as infinitas graças recebidas.

Jesus vive ao seu lado, escuta você, consola você e o convida a segui-lo. E você, em oração, o escuta e não ficará decepcionado pelas imensas graças derramadas sobre você.

Jesus é o Amor. Se você entrar em comunhão com Ele, será amado por Ele na medida em que o amar. A alma que ama e que acolheu o Amor na morada onde reside o próprio Amor pode falar com Ele: a oração é esse diálogo.

Jesus não resiste ao amor que suplica; “Ele faz a vontade daqueles que fazem a sua vontade”, diz o salmista. É ao amor que se devem essas comunicações divinas, que arrancaram de seus beneficiários exclamações tão alegres: “Senhor, eu te peço, faz transbordar o teu amor... Eu não posso suportar mais!”.

Jesus chama as almas que rezam com uma força irresistível, une-as a si, guarda-as no íntimo do seu Coração de Amor, que é o seu próprio Ser, e recebe delas hinos de louvor e adoração ardente.

Pense em uma união

Pensar na união com Deus por meio da oração pode parecer uma audácia blasfema, se não uma ofensa à Majestade divina; mas, se a Misericórdia infinita se dignou conceder esse dom extraordinário, alegremo-nos.

Quando a alma entra em comunhão com o Pai e o Filho, por meio do Espírito Santo, as disposições interiores permitem-lhe adquirir um vivo sentido da transcendência divina. Contemplando o Infinito, a alma se sente extraordinariamente pequena, fraca e impotente.

Fica como que aniquilada diante da Majestade e da Santidade de Deus e, num instante, aprende a conhecer o próprio nada. Então exclama como Pedro: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador”.

À luz de Deus, a alma vê em si mesma apenas trevas e miséria; sente com força que se apresenta a Ele de mãos vazias, pois revê diante dos próprios olhos o passado carregado de pecados, infidelidades e resistências ao Amor.

Diante do Três vezes Santo, descobre que o dom de Deus é absolutamente gratuito. No reino sobrenatural, de fato, ela não tem direito a nada: tudo é presente da misericórdia divina.

Quando sua fé foi posta à prova, quando se arrastou, miserável e dolorida, numa aridez espiritual, nem sempre conseguiu afastar um pouco de ressentimento e amargura. Às vezes esteve perto de questionar a Deus por tê-la deixado naquele estado.

E, se de tempos em tempos uma luz vinha iluminar as trevas, parecia-lhe natural que Deus lhe concedesse tais consolações. Ainda não tinha compreendido que, no cristianismo, tudo é dado gratuitamente e tudo vem do alto. Ainda não tinha entendido o que significa “o dom de Deus”.

Mas, quando se abre a Deus, sente que a ação divina a envolve, que Deus se comunica a ela, e não pode deixar de se deixar invadir pelo Amor infinito.

O impulso instintivo da alma seria então tocar em Deus, agarrá-lo para si; mas, mais uma vez, aprende, à própria custa, que não tem poder para chegar a Deus por sua própria vontade.

Deus a surpreende: Ele se entrega à alma somente quando quer, como quer e segundo a sua vontade. Não há meio mais eficaz para a alma adquirir um sentido maior da imensa grandeza de Deus. “Se eu conhecesse o dom de Deus!”.

Finalmente, e talvez acima de tudo, ela recebe a convicção de que a ascensão espiritual se realiza somente por meio de Jesus, n’Ele e com Ele. A alma sabe que, por si mesma, não poderia elevar-se: Jesus a transformou completamente, elevou-a ao nível da vida divina e a introduziu nela.

O Divino Mestre mereceu essa graça extraordinária, concede essa graça à alma e a comunica continuamente. Depois de tê-la incorporado a si, Jesus a associa à sua própria vida, àquela vida que Ele difunde e vive em seu Corpo Místico, a Igreja.

Assim, vivendo a vida de Jesus, a alma se apresenta à Santíssima Trindade como um dos membros de Jesus, unida aos outros, a todos os santos e, antes de todas as criaturas, à Virgem Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe.

Com Jesus, a alma ousa dirigir sua oração ao Pai, participando da oração do Filho, de sua oferta e de seu amor filial, inspirados pelo Espírito Santo. O Espírito Santo ensina a alma a conhecer o Pai e o Filho, a falar com Eles com simplicidade e imensa confiança.

Ela já não tem medo, porque se sente em família, verdadeira filha do Pai Celeste. A oração é particularmente adequada e muito eficaz, quando feita com fé, para aqueles que desejam receber a graça do amado Jesus.

No livreto que oferecemos gratuitamente, há muitas orações adequadas para cada tipo de pedido.

Oração de cura

Nas tribulações, nas angústias, no medo, meu grito se eleva a ti como o dos apóstolos no barco, à mercê da tempestade: “Mestre, estamos perecendo!”. Então tu ameaçaste o vento e o mar, o vento se acalmou e fez-se grande bonança. Acalma as tempestades da minha alma e afasta os meus temores. Livra-me dos medos que não me deixam em paz.

Na agonia da doença e da dor, quero suplicar-te como o leproso que tocaste. Tu te aproximaste, tocaste-o e disseste: “Eu quero, fica limpo!”, e ele foi curado. Aqui estou, esperando que estendas a tua mão e me toques.

Quando a gravidade da doença tiver apagado toda esperança, quero gritar como o cego de Jericó: “Filho de Davi, Jesus, tem piedade de mim!”. E, embora muitos o repreendessem, ele gritava ainda mais forte. Então tu o chamaste e disseste: “O que você quer que eu faça?”, e ele foi curado.

Não importa se muitos querem que eu me cale: não quero perder a minha esperança nem desanimar, mas gritar ainda mais alto: “Jesus, tem piedade de mim!”. Anseio que tu me perguntes: “O que você quer que eu faça?”.

Tu salvaste os apóstolos quando estavam cansados e abatidos pelas ondas no barco, porque o vento era contrário. Caminhaste sobre as águas e disseste-lhes: “Coragem, sou eu, não tenham medo”.

A Pedro, que queria ir ao teu encontro, disseste: “Vem!”. Quando, por causa do vento forte, ele teve medo e começou a afundar, tu foste em seu auxílio e estendeste a mão. Assim que subiste ao barco, o vento cessou.

Se eu for ao teu encontro e começar a cair no abismo do desespero e a fé me faltar, apressa-te em me socorrer, estende-me a tua mão e salva-me. Vem, Jesus, porque onde tu estás o mal não pode permanecer.

Tu curaste todas as doenças, respondeste a todo grito, te inclinaste sobre toda miséria. Ao cego devolveste a visão, aos surdos o ouvir, aos mudos a palavra, aos coxos a saúde, aos mortos a vida.

Agora escuta o meu clamor incessante: “Vem, Jesus, cura-me!”. Em teu nome, Jesus, está firmado o teu poder, e só a tua presença pode curar-me.

Venho à tua presença, Senhor Jesus. Mesmo sendo pecador, confio em ti. Não olhes para os meus pecados; perdoa-me, lava-me com o teu sangue e serei libertado.

Escuta o grito de socorro que sobe do meu coração. Salva a minha alma, cura-me desta aflição e deste sofrimento. Toca-me e serei curado.

Obrigado, Jesus, por tudo o que estás fazendo por mim. Obrigado pelo teu amor.