Volume: Para Voar no Céu de Deus
Monastério Invisível de Caridade e Fraternidade

Biblioteca místico-espiritual
Provavelmente perdeu-se o sentido prático da vida espiritual e talvez não se tenha levado em devida conta a verdade do pecado original com suas consequências ainda vivas em cada um de nós. Não à toa o evangelista João afirma que o "mundo está todo posto no maligno".
Jesus nos ensinou a palavra: "Vigiai e orai para não sucumbirdes à tentação, porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca".
👉 OreCONOSCOResenha de Giuseppe
Um problema não resolvido e deixado crescer desmedidamente na mente tem um efeito devastador. Neste caso, a vontade tem, como imperativo e único pensamento, a necessidade de encontrar uma solução; contudo, se faltam pontos de referência, eis que surgem em nós como fantasmas o medo, a angústia, a insegurança e a opressão, uma mistura de ingredientes que farão surgir a insônia.
De uma vida serena, adentraremos em um túnel escuro onde, como em um eclipse solar, seremos projetados em direção a formas depressivas que, nos casos mais gritantes, serão resistentes até mesmo aos medicamentos mais eficazes.
O senso de provisoriedade, a recusa de viver, bem como a falta de sentido, produzem efeitos devastadores na mente, e isso ocorre pela perda dos valores fundamentais. A ótica muda para o crente que, seguro do amor de Deus, enfrenta com alegria, felicidade e fé as dificuldades da vida, certo da vitória.
Resenha de Rosa
O volume "Para Voar no Céu de Deus" despertou em mim sentimentos muito difíceis de descrever. Minhas vitrines não são joalherias, mas livrarias; quando descobri o site do Monastério Invisível de Caridade e Fraternidade, depois de vagar pela Internet e experimentar outros sites católicos, parei. Tinha a sensação de que havia chegado ao lugar certo, agora tenho certeza. Além disso, havia 4 livros para ler; minha curiosidade era tamanha que, quando chegaram, dediquei-me à leitura do último, "Para Voar no Céu de Deus".
Li-o rapidamente. Com esta primeira leitura não formei uma opinião, fiquei, porém, confusa e inexplicavelmente atraída. Dizia a mim mesma: não é catequese, nem evangelização pela Internet, e nem tampouco uma advertência feita por duas pessoas cristãs fanáticas, como conheço tantas. Dediquei-me a uma leitura mais aprofundada, para entender melhor. À medida que avançava na leitura, minhas pretensas ideias se eclipsavam. Enquanto lia, tinha a sensação de não estar sozinha. Estava sonhando? Aquelas frases, aquelas palavras se fixavam em minha mente, penetravam em meu coração presenteando-me com emoções nunca sentidas ao ler um livro, eu estava feliz, estava lendo as respostas para minhas tantas perguntas.
Sou uma leitora voraz, sobretudo, ultimamente, de livros espirituais; tenho uma biblioteca muito bem fornecida, cuja leitura me abriu o coração e a mente, fortalecendo o desejo de conhecer e amar a Deus. Apesar da beleza e do precioso conteúdo desses livros, a simplicidade deste livro foi desconcertante: possui o dom de fazer você se sentir participante do que lê, ou seja, eu me sentia parte do livro, eu o vivia, era a primeira vez que isso me acontecia, eu estava naquelas páginas, vivia aquelas palavras, sentia-as vivas e me sentia viva. Frases antigas e novas, falam e se fazem compreender tanto pela pessoa culta quanto pela que não o é; tenho certeza de que as sensações que proporcionam são iguais para todos, embora vividas e recebidas de acordo com o estado de espírito do momento, segundo as próprias experiências de vida. Sentia-me como se estivesse dialogando com um pai espiritual, que com sua doçura me explicava, sem fazer catequese, sem se impor, mas com a simplicidade que somente o amor e a humildade podem dar. Percebia uma fé autêntica, amor para com Deus, e com espanto sentia amor também por mim.
Perguntava-me como era possível que, da leitura de um simples livro, surgissem recordações de acontecimentos felizes e não. Nenhuma outra leitura me deu tantas emoções, despertou sentimentos adormecidos e a alegria de aprender que não é necessário realizar ações grandiosas para estar em graça de Deus; basta viver a própria vida cotidiana eliminando todos aqueles defeitos do nosso caráter, atitudes erradas para com os outros, rancores e ressentimentos que fazem mais mal a nós mesmos do que à pessoa a quem são dirigidos. Males que obstaculizam o caminho da vida espiritual e a vida simples de todos os dias. Se ao menos uma frase desta leitura permanece gravada em minha mente, é suficiente para abrir uma brecha no caminho que se chama amor. E o amor, sabe-se, cura todos os males espirituais e faz aceitar os físicos.
Agora tenho a verdadeira consciência de que, se caio — e caio com frequência a ponto de ter sempre os joelhos ralados —, Deus está ao meu lado para me ajudar pacientemente a me levantar mais forte do que antes. Preciso aprender a usar meus joelhos apenas para ajudar um irmão ou uma irmã que estende a mão pedindo "esmola" e, com a "esmola", presenteá-los com um sorriso e um carinho, porque não sou diferente dela ou dele aos olhos de Deus e dos homens.
Resenha de Elisabetta
Muitos, hoje, sentem-se perdidos e vazios e correm atrás de falsos ídolos ou ideologias duvidosas. Vivemos um momento de confusão, de perda de ideais, valores morais e religiosos. As almas vagueiam cegas à procura de si mesmas ou, pior, abandonaram qualquer busca. Este riquíssimo livro "Para Voar no Céu de Deus" se apresenta como um caminho iluminador em direção à verdadeira meta: a busca de nós mesmos, do Caminho que leva à Verdade, ao Bem Supremo. Esta busca, como já observava Santo Agostinho, realiza-se não "fora", mas "dentro" de nós.
A obra dos irmãos Guelpa introduz e guia "o caminho" seguindo os ensinamentos evangélicos do Mestre. O livro indica quais são os passos a serem dados para chegar àquele estado de Graça que nos liberta e nos permite aproximar-nos, receber o Amor e o conselho do Criador.
Erradicar a soberba e o orgulho, principais inimigos da nossa salvação, da nossa verdadeira essência, criada para amar. Conquistar a humildade, combater os principais pecados que obscurecem a mente e a alma.
Preparar-se, enfim, para realizar aquela viagem interior de sete estágios (Lembra Santa Teresa d'Ávila — "O Castelo Interior") que, através de não pouco sofrimento e luta contra "o humano" e por meio de uma oração constante e profunda, nos conduz a abandonar nossa veste velha e desgastada para preparar uma "veste nova" com a qual nos apresentaremos ao Senhor e faremos a Sua Vontade.