Da Armadilha à Luz
Saí de uma situação em que eu era humilhada e pisada em nome do “amor”. Por tudo isso, devo um imenso agradecimento ao Corrado e ao Mosteiro Invisível de Caridade e Fraternidade, que abriram para mim o caminho para o amor de Deus, tão infinitamente grande, capaz de superar qualquer coisa.
👉 Clique para ENTRARComo tudo começou
Tudo começou quando conheci a pessoa que mais tarde se tornaria meu namorado. O que mais me impressionou, logo de início, foi a sua inteligência e vasta cultura, muito acima da maioria das pessoas que eu conhecia. Isso provavelmente me convenceu de que eu finalmente tinha encontrado alguém diferente dos outros, capaz de me compreender.
Ele se mostrava romântico, sempre disponível, com todas aquelas atitudes que normalmente conquistam uma pessoa. Sabendo que eu ia à igreja regularmente e que a religião era um aspecto importante para mim, ele dizia respeitar minhas ideias e afirmava acreditar em Deus, embora não fosse praticante. Em geral, parecia concordar com as minhas necessidades e gostos, aceitando qualquer proposta minha. Apaixonar-me foi quase inevitável.
Eu só conseguia pensar que, enfim, estava vivendo algo diferente do que tinha vivido antes. No momento em que percebi que meus sentimentos por ele eram muito profundos e aparentemente correspondidos, parei de me perguntar se ele era ou não a pessoa certa para mim e nunca mais coloquei em dúvida a sua sinceridade.
Subjugada sem perceber
Depois de algum tempo, a situação começou a mudar de forma gradual, quase imperceptível. Passávamos muito tempo juntos, mas, cada vez mais, era ele quem decidia o que fazer ou para onde ir, partindo do pressuposto de que eu aceitaria sem questionar.
Comecei a notar pequenos detalhes do seu caráter que ele tentava esconder. Em duas ocasiões diferentes, tive a forte suspeita de que, por trás de atitudes aparentemente inocentes, havia um objetivo egoísta, e que ele estava disposto a tudo para alcançá-lo. Também percebi várias incoerências entre o que ele dizia em momentos diferentes, como se adaptasse as palavras conforme a situação.
Sempre que falávamos de fé, ele mudava de assunto, sem me dar a chance de aprofundar. Até que, um dia, foi obrigado a admitir que era completamente ateu e que só acreditava na ciência. A partir daí, foram se somando muitos outros episódios de contradições e palavras que mudavam conforme a conveniência.
Embora continuasse, em aparência, respeitando minhas crenças, ele começou a ridicularizar abertamente qualquer prática de fé. O resultado foi que eu me sentia cada vez mais desconfortável em expressar esse aspecto da minha vida e, na prática, passei a excluí-lo de todo o meu caminho espiritual. Minha relação com Deus sofreu muito.
Eu continuava rezando, mas de modo frio e apressado. Naquele momento, meu amor por ele era tão forte que me empurrava a ignorar, ou fingir não ver, esses aspectos do seu caráter. Eu inventava desculpas para o seu comportamento ou simplesmente tentava não pensar nisso.
Assim passou muito tempo, durante o qual fui silenciando todas as dúvidas. Quando percebia algo errado ou que sugeria falta de sinceridade, eu abafava o problema pensando em todas as suas qualidades e na segurança de ter alguém sempre ao meu lado. Sem perceber, eu me vi completamente subjugada, vivendo para agradá-lo, sem me perguntar se ele também se preocupava comigo.
A oração me liberta
Na solenidade da Páscoa, renasceu em mim o desejo de me aproximar de Deus, porque eu sentia que, do ponto de vista espiritual, já não vivia com serenidade como antes. Prometi a mim mesma que iria rezar mais.
O primeiro pensamento que tive foi o livrinho de oração do Mosteiro Invisível de Caridade e Fraternidade, que eu comecei a rezar várias vezes por semana. No início, não foi fácil: eu sempre encontrava outras coisas para fazer e tinha dificuldade em me concentrar na oração.
Pouco a pouco, porém, começaram a surgir em minha mente aquelas perguntas que eu tinha habilmente evitado. Foi como se, de repente, ficasse clara a verdadeira natureza do meu namorado: egoísta, manipulador, e eu estava sendo, aos poucos, “plagiada”, moldada por ele.
Mesmo assim, eu não tinha forças para considerar seriamente a ideia de deixá-lo. Eu estava acostumada a vê-lo sempre, a conversar com ele a qualquer hora e a compartilhar com ele tudo o que eu fazia. Deixá-lo significaria ter de refazer todo o meu futuro, renunciar a uma pessoa que eu amava e que eu pensava ser parte da minha própria existência.
Eu não conseguia encontrar uma solução. Ficava cada vez mais nervosa e ansiosa. Quando estava com ele, dizia a mim mesma que seria loucura terminar; mas, assim que chegava em casa, as dúvidas voltavam a me perseguir. Decidi então não sufocar mais a minha alma em tumulto e tentar resolver o problema com a única arma que eu tinha: a oração.
A oração libertou a minha mente e me permitiu compreender, de modo inegável, que a pessoa que eu amava não só não correspondia ao meu amor, como também tentava, de todas as formas, me dominar e me submeter. Foi uma descoberta muito dolorosa.
Abrir mão, voluntariamente, de alguém que eu amava e que eu tinha colocado no centro da minha vida parecia um passo terrível e impossível. Mais uma vez, a ajuda veio somente pela oração e pela orientação do Corrado, através de quem encontrei uma força interior que, tenho certeza, não era humana.
O Espírito Santo me ilumina
Terminá-lo foi apenas o início de uma longa série de discussões dolorosas. Diante da minha recusa repentina, ele, com o orgulho ferido, tentou de todas as maneiras reconquistar-me, contando principalmente com o meu sentimento de culpa.
Foi necessário um enorme esforço de vontade para não ceder às suas promessas. Ele dizia que mudaria por minha causa, que faria qualquer coisa, e até que estaria disposto a ir comigo à igreja aos domingos. Eu talvez tivesse acreditado nessas palavras, se não fosse a intervenção do Espírito Santo, que me inspirou a esperar e observar.
A minha espera trouxe uma confirmação ainda mais clara. Vendo que eu não cedia, o comportamento dele mudou: tornou-se irritado e, por fim, revelou o seu egoísmo profundo, chegando a admitir, sem rodeios, que na verdade não estava apaixonado.
Qualquer dúvida que eu ainda tivesse se dissipou. Apesar das inúmeras dificuldades, decidi, enfim, encerrar a relação e não entrar mais em contato com ele.
Os dias que se seguiram a essa decisão não foram fáceis. Eu era frequentemente assombrada por lembranças e por um forte sentimento de culpa. Sentia-me muito sozinha, apesar da proximidade da família e dos amigos, e as palavras de conforto que me diziam muitas vezes pareciam não chegar ao meu coração.
Eu me sinto livre
Encontrei consolo apenas na oração, que se tornou, pouco a pouco, mais intensa e profunda. A cada dia que passava, a dor ia se diluindo, e eu voltava a experimentar uma serenidade que há muito tempo não sentia.
Percebi, em particular, um grande sentimento de paz interior, como se eu tivesse finalmente tirado dos ombros um peso esmagador. Redescobri-me livre e cheia de perspectivas, com otimismo e entusiasmo pelo futuro.
Por meio da oração, consegui superar até mesmo os momentos de maior desespero. Senti a presença de Jesus como nunca antes, e todas as pessoas que me conheciam notaram a mudança no meu modo de ser. A serenidade reencontrada se manifestava claramente também exteriormente, e eu mesma me surpreendia ao ver como, em tão pouco tempo, eu estava melhor.
O que mais me impressiona, sempre que penso nessa experiência, é o enorme poder que me foi dado pela oração. Sem ela, eu nunca teria percebido o erro que estava prestes a cometer, nem o “plágio” e a manipulação que eu estava sofrendo, e muito menos teria tido a força de pôr fim a uma história na qual eu estava tão envolvida emocionalmente e cega pelos sentimentos.
Por tudo isso, devo agradecer imensamente ao Corrado e ao Mosteiro Invisível de Caridade e Fraternidade, que abriram para mim o caminho para o amor de Deus, tão infinitamente grande, capaz de superar qualquer coisa.
Josefina